domingo, 20 de dezembro de 2009
eu e as dicas
Sempre quis poder saber tudo, descobrir fatos e coisas realmente interessantes e ter a capacidade e o poder de revelar minhas descobertas para todos.
Também sempre questionei como alguns assusntos podiam ser tao passionais para alguns, ao ponto de ao serem debatidos, seus interlocutores fugirem completamente da razao.
Ao criar esse blog eu quis que essa fosse uma ferramenta de verdadeira integracao, comunicacao e interacao, onde meus amigos, familares e desconhecidos pudessem aqui descobrir o mundo como eu o vejo, entretanto com uma vantagem incrível, vendo apenas coisas que considero interessantes.
A cada dia que passo meu desespero cresce. Sim, apesar de externamente tranquilo, eu sou um sujeito desesperado. A cada momento o mundo e a vida me surpreendem com novidades positivas e negativas, maravilhosas, infinatamente, tornando minha busca pelo conhecimento uma batalha de fracasso já definido.
Descobri que por mais que eu saiba e descubra coisas relevantes, outras pessoas têm imensamente mais talento que eu para observar o mundo, recortar a realidade e transformá-la criando textos, artes, negócios, movimentos, atitudes, despertando sentimentos e sensacoes, liberando aquele agradável pensamento, algumas vezes esquecido, do quao bom é estar vivo.
Por essa razao, boa parte dos meus próximos post serao de dicas, tentando linkar você leitor com o mundo interessante que se apresenta a mim.
As dicas de hoje sao até meio batidas, mas para que nao conhece, vale muito a pena:
http://www.desdecuba.com/generaciony/ - supreenda-se e quebre paradigmas a respeito da ilha mais utópica e revolucionária do planeta.
http://caderno.josesaramago.org/ - quem já leu algum livro do velhinho, conhece suas ideias, sabe de sua importancia para o mundo.
http://www.lhoveh.blogspot.com/ . extremamente inteligente, é o idoso mais jovem da atualidade. quer aprender a escrever, nao perca seus posts.
Por hoje é só pessoal. Essa é pros saudositas de plantao..
obs: odeio teclados em espanhol!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Lenda dos cegos e o elefante
OS CEGOS E O ELEFANTE
(História do Folclore Hindu)
Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda.
Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio.
Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:
- Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:
- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes...
- Que palermice! - disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. - Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra...
- Ambos se enganam - retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia...
- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante...
- Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.
E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:
- É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Pena de morte, pena da vida
Exatamente por isso que resolvi escrever sobre o tema quando não estou influenciado por nenhuma outra droga como a cervejinha clássica, remédios ou a hipocrisia clássica das pessoas.
Fui, sou e sempre serei apaixonado pela vida. Não só pela minha, mas também pela a dos outros, não só pelas razões passionais que envolvem parentes e amigos, racionais/emotivas que envolvem outros seres humanos, como também porque sempre me surpreendi e admirei a capacidade humana de criar e produzir coisas incríveis, emocionantes, surpreendentes, apaixonantes e infelizmente, revoltantes também, enfim coisas que só a vida é capaz de despertar em mim, sensações, pensamentos, percepções e sentimentos.
Tenho plena consciência que tenho formação dualista, que acredito que há o bem e o mal, o certo e o errado, o bom e o mau, alegria e tristeza, e por aí vai.
Racionalmente também, sei que nem todos são bons e maus ao mesmo tempo, que o mal e bem estão presente em todos, em algum momento. Que podemos estar felizes por uns e tristes por outros. Mas acredito que de uma maneira geral essa dualidade existe, e que ainda que uma ação possa ser boa para uns e má para outros, há uma divisão natural, e não há um compartilhamento simultâneo de duas coisas opostas. Ou seja, você está feliz pela vitória do Brasil e triste pelo choro de derrota do adversário, mas quando você pensa ou sente pelo lado brasileiro está feliz, pelo outro lado está triste, e ainda que seja em momentos temporais próximos, não estão simultâneos.
Assim como todo ser humano tenho a esperança inerente a mim. Tenho também essa dose de esperança anda maior que os outros, o que se tende a se chamar de otimista. E que, em casos como o meu, também são determinados como sonhadores.
Sei que isso pode soar até mesmo ingenuamente, mas acredito na recuperação, na capacidade de arrependimento, na culpa e na transformação.
Acredito nas ações motivadas e movidas pela emoção. Na formação mal construída de um caráter culpa de um ambiente externo cruel e hostil, e que não necessariamente refletem o verdadeiro caráter e intenção de uma pessoa.
Acredito também ter bons sentimentos, ser uma pessoa genuinamente boa, solidária e generosa. Mas como também sou uma pessoa que crê na dualidade, também tenho defeitos na mesma proporção. Sou teimoso, impulsivo e quando não gosto de uma pessoa, sou chato e tendo a ver os aspectos negativos de tudo o que envolve a ela.
Essas características todas combinadas me fizeram uma pessoa algumas vezes lúdica, inocente e irritante. Mas não má.
Tenho consciência das conseqüências de uma lei assim. Sei que possivelmente haverá inocentes que pagarão e que isso não tem preço. Uma vida, que sempre envolve dezenas, centenas, de outras, que produz sonhos, emoções, sorrisos, felicidade, não pode ser desprezada de tal forma, não pode ser vítima da crueldade, do sentimento nada nobre de vingança.
No entanto, como disse anteriormente, meu caráter foi é e construído levando em conta diretamente o ambiente externo no qual está inserido.
E esse ambiente é repleto de maldade, ódio, rancor, insanidade, crueldade. De violência sem limites. De desrespeito à vida humana. De bandidos de todos os tipos, de todas as classes, da intolerância, do mau que se não se cria mas se alimenta da gigantesca desigualdade social, de um sistema que cultua o efêmero, o fútil, que premia a incompetência, o atraso, o narcisismo, a vaidade e a ambição sem limites.
E essa violência dói. Cansa. Revolta. Indigna. E gera mais violência.
E movido por essa violência, ambientado nessa violência, meu coração encontra o caos,a escuridão nesses momentos de revolta. E a emoção busca na razão, motivos para justificar-se.
Argumenta que esses seres demoníacos que tanto mal fizeram e que, honestamente, nunca poderão compensar o mau que fizeram ao tirar uma vida, são apenas gastos, transtornos, pesos para a sociedade.
Deveriam trabalhar, render frutos à sociedade, seria a resposta. Assim poderiam compensar de alguma forma todo o dano causado.
Mas assim como não importou a eles, assassinos cruéis, toda bondade, complexidade, humanidade, que se estendia a todos aqueles que mataram, além de todos que conheciam e que podiam conhecer e passar pela vida desses, também não me importo com a razão nesses momentos.
Não interessa o crescimento do mal, da violência, a bruteza existente na vingança.
Interessa somente a verdade nua e crua.
Que o mundo e a vida fiquem livres desses destruidores da vida, porque se a vida é realmente o mais importante por trás de tudo, por tudo aquilo que envolve, ela precisa se preservar. Precisa eliminar o que não presta. Como qualquer organismo vivo precisa eliminar fezes, excrementos.
A vida algumas vezes precisa da morte.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Formação, caráter e dicas
As experiências pessoais, únicas, podem influenciar, claro, mas para mim não são determinantes, especialmente se não refletirem algo traumático ou marcante, anormal ou extremamente incomum e emocionante.
Pessoalmente uma coisa que acredito ter sido bastante na minha vida, inclusive alterando opiniões, traços de personalidade e caráter, não têm nada a ver com os pontos citados anteriormente.
Foram filmes, livros e músicas.
Aqueles que são meus amigos sabem da minha estupenda veia musical. Hermeto Pascoal inveja minha capacidade rítmica, que influencia até mesmi torcidas inteiras no maracanã (caso esse que revelarei mais detalhadamente outro dia).
Por acreditar que a arte possui essa capacidade incrível de influenciar diretamente que resolvi postar aqui algumas coisas que acredito serem impactantes e que podem levar à reflexão. Espero que aqueles que tenham gostos melhores e mais bem trabalhados que os meus possam me ajudar e dar algumas dicas também.
obs 1: velho, suas dicas musicais não serão levadas em conta. Leoni, Menudos, Padre Marcelo Rossi e RGB decididamente não contribuem em nada.
obs 2: marginal alves: pornochanchadas, boliwood e sua maior coleção de pornô do mundo também não interessam nesse momento.
FILMES: Os miseráveis; Durval Discos; Saneamento Básico,o filme; Paradise Now; Os educadores; Invasões bárbaras; Ghost; Sociedade dos poetas mortos
VÍDEOS: Surflus, King Size do Rio de Janeiro, reprise dos gols que tiraram a argentina da copa (já me adiantando)
LIVROS: O tigre branco; O grande mentecapto, Cidade de ladrões, A menina que roubava livros, O livreiro de Cabul.
Obviamente que já vi e li muito mais do que isso, inclusive muito melhores, mas todos esses foram os que por acaso estive em contato durante esse mês, vendo pela primeira vez ou revendo, na grande maioria dos casos, e que acredito que contribuíram bastante para aguçar minha tolerância, lucidez e elevar minha mente ao estado de quase energia em que ela está hoje.
E o Allegra 180 mg já está começando a fazer efeito...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Liberdade limitada
Os coroas do meu prédio, meus avós, minha tia-avó, os velhinhos que brotam do asfalto e que dominam Icaraí, todas as pessoas de uma idade mais avançada, enfim,todos os seres não jovens como eu, sempre disseram e dizem em algum momento de suas nefastas existências, que sou uma pessoa de sorte, que faço parte de uma geração abençoada que desconhece limites e que nunca antes na história desse país (falando em barbudos loucos que querem dominar o mundo e que amam o poder), ou mundo, houve tamanha liberdade. Liberdade como há agora, jamais.
Agora, segundo eles, é possível viajar para qualquer lugar do mundo em pouco tempo, de falar com qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora,rapidamente e de um monte de maneiras diferentes (que eles normalmente não sabem usar), como celulares, rádio, cartas, e-mails, internet e a aparatos tecnológicos de uma maneira geral.
Pode-se falar quase qualquer coisa, a quase qualquer pessoa, desde que não esteja armada ou que seja mais fortes que você. Não há mais respeito, extinguiram a formalidade, enlouqueceram com a falta de limites, com a liberdade total, com a sub-anarquia, com diria algum militante petista na Piauí ou Caros Amigos da vida.
É inegável que o desenvolvimento tecnológico e o progresso científico em geral trouxeram comodidades, facilidades, que diminuíram até extremamente os limites da comunicação, que derrubaram os conceitos de velocidade e distância.
Entretanto isso não quer dizer que se acabaram os limites, que a liberdade, de fato, como sendo a ausência de limites, existe, e que isso nos faz mais sortudos e abençoados que todas as gerações anteriores.
É verdade que hoje há ferramentas como Orkut, MSN, e-mails, telefones celulares, laptops, internet banda larga e 3G, que há companhias áreas, barcos, estradas, que te levam ou te permitem chegar a qualquer lugar do globo, desde a fresquinha Sibéria até o árido e quentinho Saara e falar com qualquer pessoa civilizada no mundo.
Entretanto (palavrinha legal né?) esses inegáveis avanços trouxeram consigo limitadores, barreiras, diretas ou não, perceptíveis ou não. Na maioria das vezes, esses limitantes estão tão dentro do cotidiano, da realidade usual, que nem nos damos conta deles. Estão representados em coisas que você sabe que existe, mas que nunca fez a relação com esses avanços, com as facilidades e comodidades.
É a violência crescente, assustadora, latente, que te faz bloquear pessoas que você não conhece no MSN, que se revela através do roubo de informações, da xeretice, dos perigos que loucos podem cometer usando suas informações e dados pessoais na Orkut e internet, no celular que arma os bandidos, que comanda o tráfico mesmo de dentro dos presídios, é o medo de andar com laptops fora dos limites do lar.
É o telefone sem sinal, os trotes violentos que muitas vezes extorquem pessoas boas e inocentes.
É o medo de viajar sozinho, de ser seqüestrado, preso, barrado na alfândega, da humilhação da exposição pública, das filmagens impróprias, da vigilância do estado, do fim do privado.
Será que somos realmente livres? Que somos abençoados e preferidos pelos deuses (ou Deus, cada um com sua fé, sua espiritualidade, cada um com seu cada um, cada um no seu quadrado). Que temos, verdadeiramente, muito mais sorte que as pessoas de gerações anteriores, que como eles dizem, o mundo é mesmo um mar de rosas?
Pode ser que sim, que somos privilegiados, que realmente temos vidas mais cômodas, mais facilidades, e, acredito eu, realmente temos mais possibilidades e que algumas vezes, parece que o limite só existe até o noticiário de amanhã.
Mas a verdade é que cada geração tem, além de suas peculiaridades, sua facilidades, seus progressos, seus avanços, mas nenhuma estará totalmente livre, ausente de limites, próxima à liberdade total, pois isso não existe.
Se bem que,vendo essas coisas de blogs, discovey kids, multimídias, álbuns digitais na internet, twitter, me veio à mente: essa mulecada de agora tem uma sorte...
Viagens, internas e externas.
Eu sempre gostei de viajar. Para praias semi desertas, cidadezinhas históricas, cidades serranas, pequeninas cidades no meio da neve, parques ecológicos, monumentos turísticos e culturais, cidades que não me lembro, que não gostei, cidades que moraria para sempre. Não importa se a viagem é larga ou curta, custa pouco ou muito, com muitas companhias ou sozinho, se pudesse eu estaria sempre viajando, como se fosse um desses apresentadores de programas de turismo e viagens.
Presumivelmente, isso vem de berço. Meus pais também sempre gostaram e viajaram muito. Também sempre me incentivaram e me levaram desde pequeno em viagens grandes e pequenas. Construíram em mim um hábito que provavelmente iniciou a construção do que é hoje um dos meus maiores gostos.
Deparar-se com o novo, com o imprevisível, com diferenças de qualquer de natureza, sejam elas culturais, estéticas, climáticas, comportamentais, não importa, isso sempre foi para mim, motivante, prazeroso, encantador.
Quando se está diante do novo, também está diante do desafio da independência, da responsabilidade pelos próprios atos. Você está obrigado a escolher seus caminhos, resolver seus problemas, optar por seu rumo, enfrentando seus medos ou não, buscando segurança ou não, trilhando o correto ou errado, tudo da maneira mais natural possível, a primeira vez sempre te possibilita ser apenas você mesmo, fazer da maneira que lhe parece mais normal possível, ainda que isso não seja nada normal para os outros.
Mas para mim o melhor não é o desenvolvimento da independência e da responsabilidade, ainda que isso para mim seja incrível, impagável, necessário, isso é apenas um caminho. O melhor está no final, na chegada, que é o autoconhecimento. Não o maior, mas o mais importante tipo de conhecimento.
Ao estar em contato direto com tudo aquilo que é diferente, quando se está fora da sua zona de conforto, você amplia, exercita sua tolerância, pratica, testa seus limites. E só se pode fazer isso, assim como ser responsável e independente , ao máximo, conhecendo-se a si mesmo, aceitando suas fraquezas, orgulhando-se de suas forças, obrigando-se a aceitar-se, vendo-se como se vê os outros, de outro ponto de vista. E com isso torna-se tão humano, complexo, interessante, como qualquer outra pessoa.
Ao viajar, você não está só deslocando-se espacialmente, está também se explorando internamente, está em contato com aquele seu eu que geralmente está sozinho, isolado, preso no escuro da rotina cotidiana. Isso não quer dizer que você está sozinho, ou que viajar te leve a um caminho egoísta, afastado dos outros ao redor, com seu pensamento focado apenas em seu próprio desenvolvimento e evolução, mesmo que inconscientemente. Ao contrário. Eu por exemplo, nunca gostei de viajar sozinho, sempre fui solidário e carente nessa trilha de crescimento, sempre preferi ter companhias que tornassem mais divertidas e interessantes a realidade, a viagem externa.
E durante as minhas viagens, durante esse meu processo contínuo de autoconhecimento, eu comecei a observar que deveria ser mais permissivo comigo mesmo, deveria ser mais generoso e justo, e que, portanto, deveria fazer quando possível as coisas que gosto e suprir minhas vontades, afinal sou complexo e humano como qualquer um e deveria entender meus luxos e gostos, minhas características, mais do que qualquer outra pessoa, inclusive, e aceitar isso.
Por isso, resolvi que vou começar a viajar mais, sempre que possível. Afinal, eu sempre gostei de viajar.
Apatia, marasmo, inércia...
Apatia. Segundo o Wikipédia: (tá, control c + control v, assumido) é a falta de emoção, motivação ou entusiasmo. É um termo psicológico para um estado de indiferença, no qual um indivíduo não responde aos estímulos da vida emocional, social ou física. A apatia clínica é considerada depressão no nível mais moderado e diagnosticado como transtorno de identidade dissociativo no nível extremo. O aspecto físico da apatia se associa ao desgaste físico, enfraquecimento dos músculos e a falta de energia chamada letargia, que tem muitas causas patológicas também.
O "Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde", de Luís Rey, registra a palavra apatia como termo psiquiátrico, com a seguinte definição: "Estado caracterizado pelo desinteresse geral, pela indiferença ou insensibilidade aos acontecimentos; falta de interesse ou de desejos".[1]
Apatia provém do grego clássico apatheia. Páthos em grego, significa "tudo aquilo que afeta o corpo ou a alma" e tanto quer dizer dor, sofrimento, doença, como o estado da alma diante de circunstâncias exteriores capazes de produzir emoções agradáveis ou desagradáveis, paixões. Assim, apatheia tanto pode significar ausência de doença, de lesão orgânica, como ausência de paixão, de emoções.[2]
Galeno, no século II d.C., empregou o termo apatheia no sentido somático, referindo-se à ausência de lesão em uma parte do intestino.[3]
O termo apatheia foi usado por Aristóteles (384-322 a.C.) no sentido de impassibilidade, insensibilidade, e, a seguir, incorporado pela escola filosófica fundada por Zenon (335-263 a.C.), denominada estoicismo, para expressar um estado de espírito ideal a ser alcançado pelo homem durante a sua existência.
Exemplo prático: jogadores do Fluminense disputando uma partida oficial de futebol.
Exemplo lúdico: sensação (ou ausência de) ao ouvir um discurso do Roberto Da Matta por 5 infindáveis horas, quando poderia ter dito o mesmo em 3 curtos minutos.
Também percebida quando: sente-se medo de estar envelhecendo ao não fazer mais que ficar em casa, vendo, lendo ou ouvindo algo das organizações Globo.
Quando, pegando uma clássica praiana de quarta-feira em itaquá, pensa que só está ali devido ao rigoroso calor do inverno niteroiense ou porque é dia de a faxineira arrumar a casa (geralmente, a dos pais).
Representada também em integrantes de grupos de PGE (trabalho de conclusão de curso da ESPM, obrigatoriamente em grupo, desafortunadamente).
É o que você está sentindo agora depois de 2,38 minutos de um texto apático, sem maiores aspirações, decorrente de um dia nublado, de uma noite mal durmida e da falta de motivação de fazer um PGE inteiro sozinho, e o que é pior, sobre uma grande (e bota grande nisso) empresa distribuidora de produtos farmacêuticos.
Teoricamente não constaria na vida de um jovem, como eu, mas..
Geralmente não me sinto apático, mas essa quarta-feira nublada, véspera de PGE tá braba...
Em quanto estará a mega sena?
Será que tem alguma peça interessante ou filme bom em cartaz? Algum livro bom na estante?
Nada.
Alguma coisa que preste na internet?
O Lula falando besteira para grandes líderes mundiais?
Igor comendo meleca, bêbado e visando barangar? Aliás, há que se filmar isso, pois valerá horrores quando ele vier a ser Ministro da Fazenda. Do Aécio Neves...
Se bem que o Conca seria um bom presidente...
Nada.
Pois é, apatia...
E Etti disse: criem-se as palavras!!
Eu sei que as críticas muitas vezes são constantes, que as ideias inovadoras, brilhantes, geniais são muitas vezes vistas como momentos de insanidade, que as piadas de pontinho ainda não têm o seu verdadeiro valor reconhecido pelo mundo (em especial pelas russas nas noitadas), que o idela jovem ainda não dominou o mundo, mas mesmo assim vou lançar esse espaço de desafogo, de expressão, de trocas de pensamentos, de sociabilidade, de testemunho ao mundo da minha gloriosa existência e da minha venerável personalidade e brilhante mente.
Espero que todos vocês, amigos desocupados, gostem, contribuam e compartilhem momentos de alegria, relaxamento e felicidade, ainda que efêmeros. E que a internet seja realmente um ponto de troca social e uma poderosa ferramente de comunicação, como é propagada e que nem sempre o é, e que ao lerem esses textos tlembrem-se de mim e/ou de momentos felizes, que se sintam estimulados a pensar, de terem novos pontos de vista, que voltem a sentir e, portanto, viver.
Um abraço (por trás e apertado) e até novos posts.